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Trabalhista / Previdenciáriovoltar

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Publicado em 10 de Maio de 2018 às 10h56

TJGO - Mulher que toma 25 comprimidos por dia consegue se aposentar por invalidez

São 25 comprimidos por dia: oito pela manhã, dois às 10 horas, três depois do almoço, quatro no meio da tarde e oito antes de dormir. Eu tomo duas mãos cheias de medicamentos por dia. Essa é a rotina de Maria das Graças Ferreira de Oliveira, de 62 anos, que obteve, na última quarta-feira (9), o direito de se aposentar por invalidez durante a realização do Programa Acelerar - Núcleo Previdenciário, na comarca de Rialma.

A decisão foi proferida pelo juiz Jonas Nunes Resende, que julgou procedente o pedido de Maria das Graças e condenou o Instituto Nacional de Seguro Social (Inns) a pagar o benefício à idosa. Para o magistrado, ficou comprovado por meio do laudo pericial que a mulher está incapacitada para o trabalho de forma total e permanente desde 2016. Diante disso, entendo que a parte autora faz jus ao benefício de aposentadoria por invalidez, salientou.

Maria das Graças fez questão de levar consigo uma sacola com quase 200 caixas de remédios. Eu não sabia se era para trazer e trouxe. Não sabia o que fazer e fiquei com medo de acharem que estou mentindo, disse, ao sair da audiência. Para o juiz, eu não precisei mostrar, mas para vocês quero mostrar. Essa é minha vida. Lá em casa tem mais caixas. Eu sou muito doente e só eu sei o quanto esse dinheiro vai me ajudar, completou.

A idosa contou que tem hanseníase, diabetes, hipertensão, osteoporose, pressão alta, artrite, artrose, insônia, câimbra, problemas no coração e elefantíase. Essas são as principais. Minha filha, eu sinto tanta dor. Além dos remédios, eu tomo duas injeções por semana, desabafou. Ela diz que é necessário um caderno para anotar e controlar os comprimidos que toma.

Se não bastasse seu problema de saúde, Maria das Graças disse que cuida do marido que sofreu derrame e não consegue andar e falar direito. Minha vida é difícil. Meu marido é dez anos mais velho que eu e teve esse problema. A gente vive com R$ 89 do bolsa família e da ajuda dos irmãos da igreja, relatou. Por isso, ela não escondeu a felicidade ao saber que agora se tornou aposentada. Eu vou poder comprar meus remédios e pagar minhas contas. Estava pensando em vender minha casa porque estou devendo muito. Em alguns momentos, eu quase desisti, mas Deus é muito bom para mim, afirmou.

Fonte: Tribunal de Justiça do Estado de Goiás

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